Não vou deletar nada. Vou deixar tudo aqui, todos os móveis e lembranças pegando pó. Quem quiser coisas novas, dê uma passada na minha casa nova.
Fui!

Eu nem estou com muita vontade de escrever, mas alguns assuntos merecem ser levados à tona. Um deles é essa história das eleições nos Estados Unidos.
Tudo começou com um link no qual todos os países do mundo poderíam simular seu voto em Obama ou McCain. Existem vários sites que fazem isso, mas esse é legal porque tem mapinha e tudo mais. Já ouvi muitos comentários (absurdos, por sinal) que deveria ser possível que pessoas de outras nações também escolhessem o dirigente dos EUA. Pois bem. Esse site e tantos outros oferecem duas opções: a republicana e a democrata. A realidade, mais uma vez, continua sem respaldo da imprensa: na verdade, há cerca de 16 candidatos para a presidência. Um deles, inclusive, trata-se uma mulher. E negra: Cynthia McKinney.
Barack Obama tem aquela cara de simpático, paizão, e tudo de bom. Ao mesmo tempo, McCain exala autoridade, e aquele ar de ex-militar combina com com aqueles ombros caídos, quase sem mobilidade. Cada um está lutando ponto a ponto nas pesquisas (elas de novo....), mas o mundo prefere Obama. Ele virou mais uma celeb.
Porém, o mais importante ninguém está lembrando: independente de quem for eleito, ambos concordam com o sistema vigente, e não têm pretensão nenhuma de facilitar as coisas para os primos pobres, como o Brasil. O protecionismo estadunidense, a meu ver, só tende a aumentar com essa crise toda.
É por isso que acho um absurdo essa idéia de que todos no mundo deveriam votar nas eleições da terra do Tio Sam. Para mim, isso seria como assinar um declaração de submissão a eles. Que eles fiquem com a opulência deles por lá, e que nós, pobres mortais, fiquemos com a nossa pobreza por aqui.
Hoje tive uma aula (Jornalismo e Opinião Pública) na qual a professora divagou sobre suas reflexões sobre esta eleição. Um dos pontos mais importantes realmente foi a importância dada às pesquisas eleitorais tanto pelos candidatos quanto pela imprensa. Não posso afirmar com 100% de certeza, mas acredito que muita gente escolhe (conscientemente ou não) seu candidato de acordo com as pesquisas divulgadas. Afinal, quem quer votar em time que está perdendo?
A Folha de hoje colocou uma notinha de rodapé sobre a taxa de abstinência no país: 18,11%. Pessoal, isso é muita gente! Mas esse dado, que deveria ser tratado mais a fundo, não ganha título na imprensa nacional. Infelizmente, tenho que concordar com muitos teóricos que afirmam que a imprensa dá respaldo ao sistema vigente. O que mais se via ontem na TV eram reportagens sobre como é bonito votar, como vivemos numa democracia, como votar é fácil, blá blá blá blá.... Mas que democracia é essa em que somos OBRIGADOS a votar?
A vitória do Kassab aqui em São Paulo não me surpreendeu. Mas fico abismada em perceber que a populção em geral o considera um bom prefeito pela Lei Cidade Limpa. Quer dizer, eu também achei um projeto bem legal e tal, mas o que de fato melhorou sem ser o visual? Não adianta passar maquiagem num corpo quase putrefato...
Abaixo, segue a resenha que fiz sobre o longa. Ele foi feito para o Guia SP, mas gostei tanto do filme que posto o texto aqui com outras fotos exclusivas!
"This is the last chance to make your mark/ History will know who we are/ This is the last game/ So make it count/ It's Now or Never!"
O juiz deu o apito final e as cortinas fecharam. Finalmente chega aos cinemas High School Musical 3- Ano da Formatura. O longa é o primeiro da série a estrear na telona, já que os outros dois anteriores foram direto para a TV.
A história, mais uma vez, gira em torno dos alunos do East High. Eles estão no último ano do colégio, e importantes decisões devem ser tomadas em relação ao futuro. Troy Bolton, personagem de Zac Efron, fica na encruzilhada entre os seus verdadeiros anseios e os sonhos de seu pai. Já Gabriella Montez, interpretada por Vanessa Hudgens, destaca-se na turma por já ter escolhido sua universidade. Mas as coisas não ficam fáceis ao perceber que ela deverá escolher entre o curso e seu namoro com Troy, iniciado em HSM 2.
O musical promete fazer tanto ou mais sucesso que os anteriores. Algumas músicas, como The Boys Are Back, trazem boas misturas de pop e rock. Os tradicionais solos de Gabriella e Troy apresentam-se mais dançantes e mais profundos. Enquanto isso, Kenny Ortega, o diretor, mostra passos de dança mais marcados, como o balé.A festa de formatura dá um toque nostálgico ao filme. Para sua preparação, são lembrados fatos marcantes entre os personagens, ao mesmo tempo que eles são questionados sobre o futuro. Será que Chad continuará a jogar basquete? Kelsie irá seguir sua vocação musical? E qual será o destino da polêmica Sharpay?
Em geral, os Wildcats ratificam a mensagem da importância do trabalho em equipe e do suporte mútuo. As amizades podem deixar laços eternos, e todas as boas lembranças da escola podem ficar guardadas. Afinal, quem disse que música e crème brûllée não combinam?
High School Musical 3 fecha com chave de ouro a trilogia dos musicais. Independente da idade do público, as músicas e os personagens prometem deixar saudades.
Ficha técnica:
High School Musical 3 - Senior Year, EUA/2008
Estréia: 24/10/08
Direção: Kenny Ortega
Elenco: Zac Efron, Vanessa Anne Hudgens, Ashley Tisdale, Corbin Bleu, Monique Coleman, Bart Johnson, Leslie Wing, Alyson Reed.
Trilha: David Lawrence
Duração: 100 min.
Estúdio: Walt Disney Pictures.
O Blog do Tas postou esses dois vídeos muitos bons. Eles trazem entrevistas justamente com o próprio Tas e com a Soninha, pessoas que eu adoro e admiro. Para quem ainda não viu lá, assista aqui!
Uhuuuu!!!! Mais um sonho alcançado! Passei a segunda-feira inteira no cinema. Ao todo, assiti a 4 filmes, mas já adianto que nenhum vale a pena ser alugado ou merece seu rico dinheirinho. Eu fui porque a) ganhei todos os ingresso e b) estava de folga.Segunda, 13/10, às 13h45, no Shopping Paulista: Mamma Mia!!

Ainda na segunda, às 16h45, no Gemini (av. Paulista): Mulheres... O sexo forte

Sim, no mesmo dia, às 20h00, Shopping D: Noites de Tormenta

Ainda no Shopping D, às 21h47: O Procurado

Em casa, ZN de SP, à 0h15: Minha Cama!!!!!!!!!!!
ps: Passei o dia com enxaqueca, e à noite não resisti e botei tudo para fora. Agora fiquei na dúvida se realmente foi por causa da minha cabeça ou por tanta besteira que vi....
Coloquei a foto acima porque, assim como um bebê ainda tem uma vida inteira pela frente, quero demonstrar que também não sou muita coisa, e tenho bastante o que aprender. Ainda estou descobrindo todo o poder que a internet pode proporcinar, mas já comecei a sair do meu casulo...
Foram 73 posts, uma média de 1 post a cada 5 dias. Só esse número mostra que tenho que aprimorar minha velocidade. Há vários dias nos quais lembro de algumas coisa relevante e que vale um post, mas horas passam e eu perco a euforia. Não posso prometer, mas juro que vou tentar diminuir essa média para o próximo ano.
Então, até 10 de outubro de 2010!
E Feliz Aniversário para mim!!!
foto: Anne Geddes
Ela me lembrou eu mesma, e todas as vezes que já chorei em público. Não digo em público conhecido, com parentes e amigos, mas em frente a totais desconhecidos. Normalmente quando isso acontece, sinto uma mistura de solidão com vontade de ficar de sozinha.... Nada mais solitário que chorar em frente a dezenas de pessoas e ninguém fazer nada. Quer dizer, eu também faço isso, afinal nem falei com a menina de hoje. Mas alguém sabe o que fazer nessas horas?
Não sei se acontece com todos, mas quando um estranho vem me dar conselhos, eles parecem ser mais eficazes quando comparados aos de amigos, pais, etc. Ou seja: se fulano tivesse virado para mim um dia e falado: "Calma, vai dar tudo certo, não precisa ficar assim...", talvez eu tivesse parado de chorar. Ou talvez teria me sentindo uma total idiota.
Mas, se reflertimos bem, o que as pessoas pensam quando estão em silêncio? Quer dizer, problemas atingem gente de todo tipo, então todo mundo tem algo para reclamar. E por que há aqueles que nunca dizem nada, ou contentam-se em mostrar-se felizes com a vida? Garanto: eu conheço gente assim, e elas não são felizes por completo.
Para finalizar, vou lembrar daquela menina todas as vezes que eu começar a lacrimejar. Acho que só por vê-la chorando, ali, sozinha, eu nunca mais vou sentir solidão quando tiver motivos a lamentar.
PS: para ler ouvindo - Life is a Song, do Patrick Park
Ultimamente ando vibrando com a crise financeira. Calma!!! Digo vibrar porque finalmente uma possível mudança no panorama capitalista está a caminho. Do jeito que estão, as coisas não podem continuar. Que capitalismo paraguaio é esse, sustentado com o dinheiro do contribuinte? Que capitalismo é esse, que depende da boa vontade de países "sub-desenvolvidos", como os BRIC??? Infelizmente, acho que não viverei a tempo de ver esse sistema ruir. Novas tecnologias surgem, ainda há mercados a serem conquistados, ainda há pessoas que não têm divídias e hipotecas. Enfim, não faltam presas.
Mas o que realmente me deixa triste são os seres humanos que estão sem casa, sem comida, sem perspectiva e se sentindo inúteis por não estarem inserido num contexto empresarial. No domingo, vi uma matéria no Fantástico sobre estadunidenses que estão morando em seus próprios carros em ESTACIONAMENTOS. Imagina você sonhar simplesmente com uma família feliz, uma casa e empreguinho. São justamente essas pessoas que estão carentes do mais simples, só porque conglomerados estão sem lucro.
Eu também não acho que os brasileiros vão cair na real. Nem os brasileiros, nem de outras nações. Enquanto não houver educação - e educação voltada para a construção do próprio conhecimento, não para a manutenção do mercado - não há solução. Sei que é piegas, mas é bem real.
Eu fico aqui, assistindo de camarote, como todos, e esperando a crise chegar a minha porta.
Imagem: Luis Melo
Uma sucessão de acontecimentos culminaram neste post: uma mistura de tudo.
Não tenho idéia de como a "conheci", entretanto posso dizer que estou viciada nos programas e no bom humor de Ellen Degeneres. Surfando pela net e assistindo a seus vídeos, pude quebrar - e posso falar com toda convicção - qualquer resquício de preconceito que tinha contra homossexuais. Ela, que assumiu sua opção sexual e está casada com Portia De Rossi, mostra que leis que protejam os direitos dos gays são nada mais que justas. Claro que isso entra em conflito com minha religião - sou católica - mas isso ainda vou ter que arranjar um jeito de resolver. Afinal, homossexualismo não é uma doença e, por isso, as pessoas não devem encorajar ou acreditar a "cura". Sou a favor do casamento gay, sou a favor da adoção de crianças por casais gays e sou contra piadas ou brincadeiras que ridicularizam essa opção. Abaixo, segue um pedaço do programa dela no qual ela fala com o candidato republicano John McCain sobre "the big elephant in the room": casamento gay:
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Ao decorrer da semana, com essa loucura acontecendo nos EUA, fiquei mais preocupada em como as pessoas irão lidar com isso. Até conversei com uma professora que, se a sociedade brasileira não souber se informar sobre a possível crise, irão culpar o governo, a política, a corrupção etc. Ou seja: se ninguém se informar, as coisas só vão piorar. Mas como forçar alguém ler ou tentar entender a língua desses especialistas em economia? Se até mesmo para mim, que estou fazendo faculdade de jornalismo e amo economia, fica difícil entender, imagina para quem não tem idéia do que seja hipoteca, taxa selic ou FED????
Na quinta-feira, quando cheguei em casa por volta das 11h30, quis ver o Jornal da Globo para ver a continuação dessa novela dos US$ 700 bilhões. Acabei cochilando e acordei com o Jorge Pontual dizendo que o Congresso estadunidense queria combater sim a crise, mas evitaria de qualquer forma que as ações pudessem ser classificadas como "socialistas". Até agora estou na dúvida se realmente ouvi isso ou se era um sonho estranho...
Falando nisso, hoje assiti Sicko - SOS Saúde, do MA-RA-VI-LHO-SO Michael Moore. Já tinha visto os outros documentários dele, mas esse, de longe, é o melhor. A história conta como funciona (aliás, como não funciona) o sistema de saúde na terra do tio Sam. Lá, não há SUS, nem nenhum tipo de assistência gratuita. E para piorar, os planos de saúde negam pedidos como exames simples ou internações só para obterem mais lucro (nossa, que surpreende!! rsrsrsrsr). Os médicos que mais negam pedidos - e conseqüentemente matam mais pessoas - são gratificados com salários estratosféricos.
Nesse post, eu já havia dito que toda esse ideal anti-EUA deve ser canalizado às pessoas certas. É justamente o que Michael Moore mostra: mulheres, maridos, filhos, famílias, enfim, gente normal que sofre por não conseguir se curar ou ter de pagar US$ 200 mil por um simples tratamento. Chorei muito, muito, muito.
Claro que Moore aproveitou-se para mostrar um pouco do real capitalismo que vivemos hoje em dia. Em diversar partes, ele questiona a imagem diabólica de Fidel Castro e de Cuba, questiona as decisões governamentais e, por fim, questiona: por que os EUA, sendo um país tão rico, não consegue oferecer um sistema de saúde gratuito com faz a França, o Canadá e Cuba?
Vale a pena ver.
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Queria ter visto também o documentário Ônibus 174, de José Padilha. Lembrei dele ao assistir ao trailer do longa de Bruno Barreto, Última Parada174. Mas o filme estava alugado, então acabei pegando o surpreendente Estamira. De uma forma muito simples, Marcos Prado (co-produtor de Tropa de Elite) coloca Dona Estamira para falar com a câmera, e ela diz verdades e loucuras de muito sentido para nós.
Ela tem 63 anos, sofreu vários estupros, foi traída diversas vezes pelos maridos e acabou tendo que criar seus filhos sozinha. Para isso, começou trabalhando num aterro sanitário (para quem não lembra, é como um lixão, mas com várias camadas intercaladas de terra e lixo). Ela desenvolveu um quadro clínico de esquizofrenia, e me pareceu não ter cura.
Não é um filme fácil. Somente aos 28 minutos aparecem as explicações para as atitudes de Estamira, mas esse era o objetivo de Prado. No making of, ele diz que Estamira não é convencional, então um filme sobre ela também não deveria ser.
Chorei rios, e acordei com os olhos inchados hoje....
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Votei na Soninha para prefeita em SP e na legenda do PPS para vereador.
Recebi hoje essa carta do MST sobre a descoberta do Pré-sal. Sei que parace ser muita coisa, mas vale a pena ler. Eu não escrevi uma só palavra do texto, é puro CTRL C + CTRL V, mas cada letra expressa também minha opinião sobre o assunto:
"A sociedade brasileira precisa abrir um grande debate sobre a exploração, produção e uso do petróleo encontrado na camada pré-sal. O gerenciamento dos nossos recursos naturais, como petróleo, minérios, água e a terra, deve ser controlado pelo povo e administrado a partir dos interesses nacionais.
A grandiosa descoberta do pré-sal tem potencial para a produção entre 50 e 100 bilhões de barris de petróleo. Os especialistas mais otimistas apontam a existência de mais de 300 bilhões de barris. Até então, o Brasil tinha 12 bilhões de barris em reservas de petróleo, ficando em 16º no ranking mundial.
O salto do país nessa área é do tamanho da responsabilidade dos governos, do Estado e da sociedade para garantir que o nosso petróleo contribua para o desenvolvimento nacional, com o combate à pobreza e à desigualdade social. O presidente Lula, em seu pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, no dia 7 de Setembro, fez um compromisso claro: “Os recursos das jazidas do pré-sal serão canalizados, prioritariamente, para a educação e a erradicação da pobreza. Vamos aproveitar esta grande quantidade de recursos para pagar a imensa dívida que o nosso país tem com a educação.”
Esperamos que as palavras do presidente sobre o pré-sal não virem letra morta, entrando para a coleção de promessas não cumpridas pelo governo, como a Reforma Agrária. Temos o compromisso, que reafirmamos na carta final do nosso 5º Congresso Nacional, de lutar pela soberania popular e, com essa descoberta, o povo brasileiro precisa se posicionar sob o risco de perdermos mais uma das nossas riquezas.
O primeiro passo é fazermos grandes mobilizações por um novo marco regulatório para o setor. Uma das heranças malditas do governo Fernando Henrique Cardoso, a Lei do Petróleo, aprovada em 1997, aumentou a influência de empresas privadas, nacionais e estrangeiras, e colocou uma riqueza fundamental sob as regras do mercado internacional, comprometendo a soberania nacional.
Em 10 anos, o governo federal entregou mais de 500 blocos de petróleo para 72 conglomerados econômicos, sendo a metade estrangeiros. Além disso, o Brasil recebe a menor porcentagem de royalties e participações pelo petróleo. O Estado brasileiro recebe atualmente 54%, enquanto a Líbia fica com 95%; o Cazaquistão, a Nigéria, Angola, mais de 80%; e a Noruega, 78%.
Não podemos continuar com esse modelo e, somente com a mudança das regras do setor, será possível beneficiar todo o povo brasileiro com os recursos naturais do nosso país. O Fórum Nacional em Defesa do Petróleo, que reúne sindicatos, entidades e movimentos sociais, como o MST e a Via Campesina, tem propostas concretas e faz a campanha “O Petróleo tem que ser nosso”.
O governo precisa interromper imediatamente os leilões dos blocos exploratórios, parar com a exportação de óleo cru, possibilitando agregar mais valor e desenvolver a indústria nacional, mudar o marco regulatório para garantir a soberania nacional e criar um fundo constitucional para vincular o investimento da renda do petróleo em educação, saúde, habitação e Reforma Agrária.
O Brasil é o oitavo maior consumidor de petróleo do mundo. Com o pré-sal, temos condição de garantir energia para o nosso desenvolvimento econômico e social a longo prazo. Precisamos pensar no futuro e construir um projeto para o nosso país. A exportação desenfreada de petróleo pode nos obrigar a voltar a importar em 20 anos e, por isso, é preciso controlar o ritmo da exploração.
A discussão sobre o petróleo não pode acontecer de forma isolada. Precisamos aproveitar a oportunidade para fazer um grande debate sobre o gerenciamento das nossas riquezas naturais e o desenvolvimento nacional.
Direção Nacional do MST"
Assino embaixo, literalmente!!!
Realmente imaginei que não iria conseguir muito com eles, afinal eram fáceis de ser encontrados, finos e até que foram baratos. Porém, fui em mais de quatro estabelecimentos, e todos ofereceram a mesma coisa: no máximo, R$ 10. DEZ REAIS!!!!!!!!! Com essa quantia eu mal pagava metade de um livro, e eles ofereciam isso para 6 (SEIS!!!) volumes... Inclusive, um é bastante raro, do começo do século.
A ironia nessa história toda foi justamente porque semana passada eu estava reclamando da quantia que livrarias cobram pelas suas obras. Um que estou namorando há séculos, Comer, Rezar, Amar, custa hoje R$ 39,90. Só para fuçar, procurei no Ebay e no Amazon pela mesma edição, e meu queixo caiu: US$ 3!!! Isso mesmo, três dólares, menos de um quarto cobrado aqui no Brasil. A discrepância é tanta que fico indignada...
Livro, no Brasil, virou artigo de luxo.









*Inspirei-me neste post!
Muita gente me acha ingênua. Aliás, essa é sempre uma característica que me atribuem por diversos motivos - amorosos, religiosos e, principalmente, políticos. Mas será mesmo um defeito o fato de acreditar nas pessoas?
Quando criança, quis ser presidente do Brasil. Cresci, estudei e pensei melhor. "Ah, jornalismo é minha cara: adoro escrever, ler, não concordo com o sistema e tenho muita vontade de ajudar os outros. Nessa profissão, posso fazer tudo isso, escrevendo (matérias) ou lendo (teleprompters), mas o importante é denunciar".
Ainda não consegui fazer tudo isso, mas realmente acredito que isso também é possível. Por todos esses e mais outros motivos, tenho fôlego também de falar de política. Para muitos, é um assunto chato, e que nunca deveria ser levado no meio de uma roda de conversas. Será mesmo?
Uma vez, Ricardo Noblat foi questionado sobre o que ele mais gosta de escrever. A resposta envolveu cultura, músicas e até gastronomia. E aí fiquei surpresa: ele disse que política é um negócio muito chato, e nem gosta muito de escrever. Seria quase um "mal necessário", meio no qual ele (acredito eu) tem revolucionado o modo de fazer jornalismo. Seu blog (acessei poucas vezes) é bem famoso, e Noblat passa o dia alimentando-o. E é aí que eu entro: não sei como explicar um monte de coisa, entretanto adoro discutir política. Em geral, convivo com pessoas (principalmente estudantes) que pensam o mesmo que eu, mas também tenho malufistas (eca!!!) na família, e nem por isso deixei de amá-los.
Nessas épocas de eleições, acabo ficando triste. Amigas, colegas, parentes e vizinhos parecem ter combinado: "Ah, vou votar em fulano... Tanto faz, né? Político é tudo corrupto!". Pode ser meio viagem na maionese, mas encaro isso como uma relação tostinesca (adoro neologismos!): políticos são "todos corruptos" e por isso ninguém acredita neles, ou porque ninguém acredita em políticos eles tornam-se "todos corruptos"?
Quem souber a resposta, estarei bem disposta a escutar!
Eles são também os cinco membros permanentes do conselho de segurança das Nações Unidas".
Mas...
Outro filme que assisti foi Em Seu Lugar (In her shoes), com Cameron Diaz e Toni Collete. Engraçado, porque há tempos estava querendo ver e passou na TV justo no sábado. A história é baseada no livro de Jennifer Weiner, e conta como duas irmãs completamente diferentes conseguem resolver situações inusitadas. Sei que a história pode ser bobinha, mas me identifiquei tanto!!! No fim das contas, gostei mais deste do que o Coringa, ops, Batman. Chorei horrores! (Agora, sim, acho que estou com TPM).Sábado que vem quero ver Pequena Miss Sunshine, outro na minha lista há anos. Mas não sei se acontece só comigo, porque toda vez que vou à locadora esqueço qualquer filme que queria ver. Aí, é só dar dois passos do estabelecimento que eu lembro quais eram... Acho que vou andar com uma listinha na bolsa. Claro, se couber!
Odeio salada, odeio regime, odeia a ditadura da beleza, odeio esse regime capitalista e injusto que transforma todos nós em escravos alienados, odeio acordar cedo, odeio, odeio odeio...
Deve ser a falta de glicose, de chocolate, de leite, de pão, de tempo, de cama, de dinheiro, de paciência, de roupa...
E não é TPM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mas, desta vez vou seguir firme. Juro! Isso está virando caso de calamidade pública! Daqui a pouco, se por acaso eu cair, vou sair rolando rua abaixo!
Por isso, peço ajuda a você, meu querido leitor fantasma. Só você me entende, sabe minha falhas e não vai me julgar se cometer algum pecado, né? Além do mais, você é a única pessoa deste planeta que sabe meu peso real - até porque nem eu mesma sei, ainda não deu tempo de achar de uma balança, hehe! - e por isso não vai ficar me cobrando gramas atrás de gramas...
Ainda não tenho uma meta definida, mas guardei uma calça no fundo do guarda-roupa para comemorar no dia em que eu terminar essa longa e ardorosa caminhada sem chocolates, pães e afins...
Torça por mim, querido leitor!!
ps: a pintura acima é de Fernando Botero. Ele gostava de pintar só os rechundinhos. Mas, na verdade mesmo, acho que ele teve visões do futuro e se inspirou em mim. Ainda dá tempo de cobrar direitos autorais?






